terça-feira, 3 de março de 2009

"O Sertanejo é, antes de tudo, um inútil"

Uma das vantagens da defesa da Torre ao Bolsa-Família é que eles falaram da forma mais extrema do programa, que muito petista não admite, sustentar até o fim da vida pessoas adultas e capazes, simplesmente porque não dá pra imaginar outra coisa a se fazer com elas. Pra quem tem preguiça de seguir link, descontado alguns os apelos à autoridade meio desastrados ("um quê de Milton Friedman"?!), o argumento a segue a seguinte sequência lógica:
  1. O miserável brasileiro (não vou ficar só nos nordestinos) é um "adulto sub-educado e inepto", inempregável no capitalismo contemporâneo, um sujeito que passou da idade de aprender, e as empresas não vão querer saber ele; "até para gari pedem segundo grau";
  2. Sairia muito mais caro educar um sujeito adulto do que pagar uma mesada para ele viver;
  3. Pagando para ele viver, ele tem estabilidade para educar seus filhos;
  4. Educando-se seus filhos, quebra-se o ciclo da miséria.
De várias maneiras a primeira e, infelizmente, a terceira e a quarta premissas são falsas. Antes de abordá-las, alguns detalhes: quem pede segundo grau para gari é prefeitura, empresa quer serviço, não certificado de bacharelice. O Arranhaponte também caiu naquela do nuncantesnessepaiz, em versão tucana, que foi dizer que não "até os anos 90 deixavam eles [os pobres] se foderem". Aqui, ó! O que foi a Sudene? O que era o salário-família, a aposentaria rural, o PIS? O caminhão-pipa, o açude e a dentadura?

Pelo começo: isso de "capitalismo moderno" é papo furado, conversa de quem prefere ver uma fila enorme de andrajosos mostrando sua gratidão banguela a um barnabé cheio de auto-complacência que uma fábrica de plásticos "explorando" os pobre-coitadinhos. Ainda existe no mundo um imenso mercado para manufatura e outras atividades com mão de obra desqualificada e barata. Por acaso a China, onde apenas 11% da população terminou o segundo grau, está usando cientistas espaciais em suas fábricas de saca-rolha? Esse é o tipo de argumento de quem acredita que a Revolução Industrial tirou os camponeses europeus de um conto de fadas dos Irmãos Grimm e os atirou cruelmente num tacho de fuligem, enquanto o fato foi que esses camponeses encaravam seu status proletário como um progresso em relação à antiga servidão, bem como hoje em dia os próprios chineses rurais fazem de tudo para trabalhar 12 horas numa indústria de Guangzhou. Claro que tudo isso é impossível com nossas leis trabalhistas atuais, e naturalmente essa proposta soa ofensiva aos estômagos delicados de nossa "elite", essa que diz assim, como não fosse nada, tão cheia de bonomia, tão cintilando de generosidade, que o que o sertanejo pode esperar é a miséria perpétua - mas, veja o lado bom, com zero trabalho! Sugerir que o povo tem de trabalhar, para certo discurso, é equivalente a recomendar o chuveiro de gás Zyklon. Eu mesmo me lembro, quando era mais de esquerda, quem dizia que o povo devia trabalhar era membro da TFP com cilício na perna e vidrinho de óleo de rícino escondido.

(Talvez seja parte de minha esquisitice, mas acho muito mais ofensivo dizer que todo o povo de uma região é um estorvo inútil e obsoleto. Sei lá, mesmo não sendo a Torre de esquerda, a causa é de esquerda, então parece que isso lhes outorga o direito de dizer qualquer coisa. Se um dia desses alguém aparecer com o Bell Curve para pedir quotas raciais, é capaz que seja bem recebido).

Isso de preferir a miséria à produção dura me parece um parente da substituição de importações, um orgulho ferido na economia. "Veja, mundo, como somos civilizados: temos mais miseráveis que o Sudão, mas leis trabalhistas da Suécia!". Em nossa pieguice social, impedimos o trabalho dessa mão-de-obra barata abundante, pois a miséria nos cai melhor que essa mácula ao orgulho nacional que seria entrar na economia moderna como subdesenvolvido, sede de maquiladoras, polo de trabalho mal-pago - ainda mais porque não é assim no país inteiro. Não, não, nós somos muito mais civilizados que isso, veja só que muito melhor: mantemos esse aqui morando nessa palhoça de pau-a-pique coberta com bosta de vaca enquanto ele espanta mosca da orelha. Por que? Por que esse estrupício não tem função numa economia moderna e civilizada como a do Brasil.

E então chegamos nisso de educação como salvadora de tudo. É um enorme fetiche, e uma enorme farsa: pensem que a Rússia, que é o país com maior taxa de leitura do mundo, é tão subdesenvolvida quanto o Brasil. O próprio Brasil já superou a marca de 90% de alfabetização, mas não passa nem perto de achar seu destino manifesto previsto nos anos 60. O fato é que países mais educados podem assumir papéis mais decisivos e bem-pagos na produção contemporânea, mas para isso é preciso que existam esses empregos para os diplomados todos, ou você tem prostituta socióloga, como em Cuba, e taxista engenheiro, como aqui. O que leva alguém a crer que, numa região onde as pessoas são justamente sustentadas para não fazerem nada, haverá qualquer motivo para os bachareizinhos não herdarem a profissão dos pais? Ou, sem qualquer malícia, que haverá qualquer emprego produtivo numa região assim? O Bolsa-Família pode perpetuar o subdesenvolvimento regional, e não por causar aumento de impostos.

Qualquer agrupamento humano tem alguma função de ser. Cidades são feitas próximas a plantações, a portos, minas, indústrias, estradas, algum motivo há que haver para as pessoas estarem lá. Se esse motivo deixa de existir, as pessoas se mudam para onde está o emprego e surge uma cidade-fantasma. Bem, isso no resto do mundo, já que o Brasil não tem cidades-fantasma. Nós conseguimos o prodígio de sermos a única civilização da história que poderia colonizar uma geleira. Os brasileiros, e apenas eles, podem criar uma cidade em qualquer lugar, sem nenhuma atividade agrícola ou qualquer outra - basta haver uma prefeitura, que recebe repasses, e miseráveis, que são pagos para serem miseráveis e respondem em voto. Essa situação pode se perpetuar indefinidamente, e assim existem no Brasil cidades "agrárias" no meio do que já é deserto, zumbis econômicos que não apenas parasitam a produção do resto do pais, como são geradoras e perpetuadoras de sua própria miséria. Isso teve o infame nome de Indústria da Seca enquanto estava nas mãos das forças "retrógradas", hoje é uma indústria federal, e não há o mínimo motivo para imaginar que será diferente por isso, que essas cidades na pedra vão deixar de existir.

Por fim, existe também a questão simplesmente humana, de que ficar o dia inteiro sem fazer nada não costuma ser mentalmente saudável, que talvez essas famílias acabem pior sendo sustentadas eternamente que se os pais estivessem se matando na enxada sol a sol. Acredito nisso, mas admito que essa questão é mais subjetiva.

E está dita esta merda.

23 comentários:

Cláudio disse...

Falou e disse. Mas vou parar de elogiar senão vão criar o rótulo "martonete" e já me basta o de "olavete".

Fabian disse...

Acompanho no Not Tupy há um bom tempo. Inclusive com comentário sobre posts, muitos dos quais julgo interessantes e afiados. Apesar disso, geralmente não concordo com inferências que tiras a partir de tuas posições ideológicas. Parece ser o mesmo vício de nossa esquerda...
Sobre esse post só queria notar que a substituição de importações não foi algo premeditado, ainda que tenha sido perseguido por alguns governos, tampouco foi uma opção de esquerda como queres sugerir. Acusar o Vargas do Estado Novo ou os generais do regime militar como de "esquerda" seria, no mínimo, estranho.

Grande abraço e bom trabalho,
Fabian

F. Arranhaponte disse...

Marton, primeiro de tudo,parabéns pelo emprego (mas não pára de postar não, vai por mim, esse negócio de trabalho não é para levar muito a sério).

Eu não vou responder ao seu post na sua inteireza porque acho que, se o leitor ler aqui e lá no Torre, já tem muitos argumentos contra e a favor para formar uma opinião (ou desistir de ter uma opinião pelo resto da vida).

Só rápidos pontos. O primeiro é que educação não é sinônimo de desenvolvimento (vide Cuba, como você colocou muito bem), mas é pré-condição. Todas as informações de que disponho são de que os chineses que estão chegando às manufaturas são melhor educados do um que recipiente mediano de BF. Mas, enfim, é algo a investigar. As minhas informações nesse caso são impressionistas.

Agora, vamos parar com esse negócio de achar tudo ofensivo. Eu escrevi numa linguagem propositadamente dura e até politicamente incorreta porque eu quero dessentimentalizar o debate sobre o BF. E é claro que eu generalizei mais do que faria caso estivesse escrevendo um artigo acadêmico. É evidente que nem todos os beneficiários são ineptos no sentido que eu dei ao termo. O que acontece é que uma grande maioria deles tem um capital humano próprio que gera uma renda insuficiente para viver com dignidade (e de forma minimamente organizada para possibilitar que os filhos rompam o ciclo de pobreza e miséria) numa economia nas condições e regras do jogo atuais do Brasil. Ah, e se a gente virasse China? Mas pera lá, a gente vai deixar o cara lá se fodendo enquanto tentamos inutilmente, contra os 84% do Lula, transformar o Brasil num mercado de trabalho ultra-liberal feito a China. Eu odeio apelar para esse tipo de argumento, mas é fácil defender isso quando não somos nós mesmos que estamos lá se fodendo.

Agora, o que eu chamaria de argumento matador é o seguinte: as pesquisas NÃO indicam que esteja havendo substituição de trabalho no BF. Outro ponto a checar 100%, e vou fazê-lo quanto tiver tempo, mas de acordo com o que tenho lido aqui e acolá parece que houve até aumento de trabalho formal nos municípios com mais BF.

Bem, você é um sujeito muito inteligente, então nem preciso ficar repetindo que quando o Jarbas Vasconcelos chega no seu restaurante predileto e não encontra o garçom que ele gosta e ouve dizer que família dele está recebendo BF, isto não é uma amostra aleatória confiável para testificar que o BF está provocando substituição de trabalho.

Enfim, disse que não ia escrever e cá estou eu escrevendo pra cacete. Porrisso mesmo fico porraqui.

Abração

Orlando Tambosi disse...

Sabem o que eu acho? Discussão de jornalistas.

Chesterton disse...

Esse foi um dos melhores textos que já li sobre o tema. Não é original, outras pessoas já disseram em parte, mas está muito bom.

Anônimo disse...

Concordo com o Chesterton - e reforço o elogio ao texto muito bem escrito. Parabéns!

Fabio Marton disse...

Arranhaponte, eu não tenho nada contra a educação, isso seria ridículo. Estou dizendo porque o BH não vai dar certo, e nisso entra o fato de educação sozinha não resolver. Evidentemente eu não fiquei ofendido, eu lhe alfinetei. Não está o Davi altovolta dizendo agora que eu sou uma criatura de 1830? Eu até acho divertido.

Mas você se auto-contradiz com nessa parte da China, já que você defendeu uma versão do BF com o benefício vitalício, e seu argumetno agora apela para um fator temporal, uma emergência antes de podermos trazer a China para o Sertão (aliás, isso não é tão exótico assim não, recentemente já existem fábricas de jeans e até vinícolas por lá).

Eu realmente espero que esse último argumento esteja certo. Mas é uma coisa difícil de avaliar quando é o contrário, alguém que já caiu no benefício preferir continuar desempregado. Geralmente essas pessoas viviam de expediente, não um emprego regular feito Garçom. Garçom é de classe C.

No final de contas, se um filho de um beneficiário não quiser seguir os passos do pai, vai, exatamente como hoje, se bandear para uma cidade distante, e talvez a novidade será então termos uma favela com 2o grau completo.

Não é pelo PT, não é por minha oposição moral, como disse. Posso ser contra o plano, mas é o tipo de coisa que eu preferiria estar errado, porque se eu estiver certo será uma desgraça ou, no mínimo, a perda da oportunidade de acabar com uma desgraça.

Obrigado pelo inteligente.

F.Arranhaponte disse...

Bem, eu decidi (mas posso mudar idéia, como logo explicarei) responder at length ao teu post lá no Torre. Só que vai levar tempo, e vai dar muito trabalho. É tanto tempo e trabalho que eu talvez desista, não por preguiça, mas por impossibilidade total.

Só adiantando um pequeno esclarecimento: não defendi um BF vitalício. O que eu expliquei é que o afã de se achar a "porta de saída" não deveria ser a questão essencial do programa, porque muitas das famílias beneficiária, pela questão do handicap educacional drástico, não vão conseguir gerar renda suficiente para sair da pobreza/miséria. Mas o fato de a porta de saída não ser a questão crucial não significa que não seja uma questão secundária importante. Aliás, há um debate fascinante (para quem se interessa sobre estas coisas chatíssimas) sobre a porta de saída do BF, sobre o qual conhecimento do grande público e formadores de opinião é zero. Nunca nenhuma linha foi publicada sobre ele em nenhum órgão sério da imprensa no Brasil. Este é um bom indicador do nível de compreensão do BF da sociedade brasileira.

De fato o BF é uma mesada, mas é uma mesada complementar, que mantém a família num nível mínimo não-disfuncional de consumo. Estas pesquisas sobre o efeito substituição de trabalho são fáceis de achar e de repente eu adianto isso aqui ou lá no Torre nos próximos dias.

Bem, esse segund comentário foi uma inserção aleatória. O ponto ao qual eu queria chegar, depois do primeiro comentário, é que a essência do programa é o salto inter-geracional. E aí eu concordo com quem quer que tenha dito que com a merda da educação pública básica que temos, especialmente nestes lugares mais pobres, uma imensa parte do efeito positivo potencial do BF é anulado.

Bem, mais depois, lá no Torre, se eu conseguir.

F.Arranhaponte disse...

Agora, só um último e muito apelativo comentário:

Você está errado sobre o BF. Mergulhe no tema, converse com os maiores especialistas em política social do Brasil, leia a literatura séria sobre o assunto. Certamente você vai encontrar argumentos a favor muito melhores que os meus. E,é óbvio, o programa tem muito o que ser melhorado. Mas isto é outra história

Fabio Marton disse...

Bem, assim você fica na obrigação de dar nome aos bois. Afinal, de onde você sabe tanto assim? Quem são esses especialistas, quais são esses comentários, qual é essa literatura? Fico de prontidão, mas não se esqueça que eu espero que respostas sobre resolver a pobreza, não o bem-estar imediato dos beneficiados. Isso é óbvio, você dá 180 reais pra um cara, tira uma estatística, ele está 180 reais mais rico.

Chesterton disse...

O pior problema do BF é que estraga o caráter do beneficiado. Acostuma o sujeito a viver na mendicância. Pode ser 180, 1800, 18.00 reais, o cara vai esquecer dos deveres e gritar sempre: "quero meus direitos". Ora bolas....
Outro problema menor é que premia a incompetência e a falta de produtividade. T. Darlymple tem histórias dos efeitos das políticas socialistas no caráter do povo britânico, uma das mais engraçadas foi o aumento da gravidez em adolescentes depois que o governo começou a dar ajuda a adolescentes grávidas. Era óbvio para quem não era um completo idiota que isso era só o que podia acontecer, eeles ficaram pasmos porque aconteceu!

F. Arranhaponte disse...

O Chesterton acha que 100/120 reais por mês (vamos parar de pegar o pagamento máximo como parâmetro para a discussão; a média do benefício é bem menos do que 180)para uma família com média de 4 pessoas "premia" a incompetência e a falta de produtividade de cidadãos que tiveram oportunidades educacionais (para falar apenas nessas) 559 vezes piores que a dele.

Nestas horas eu entendo (mesmo não concordando) com os 84% de popularidade do Lula.

Marton, estou tocando aos poucos aquele post de resposta a você lá no Torre, onde vai constar tudo isso. Vai demorar alguns dias, talvez algumas semanas, mas vou tentar fazer

Fabio Marton disse...

Nessas horas é bom lembrar que o meu raciocínio aqui realmente não é original, é guiado - mesmo que vagamente, já que eu não sou economista - pelo que diz o pensamento da Escola Austríaca.

Acho esquisito que o Arranhaponte aja como se estívessemos num clube secreto de libertinos, dizendo coisas que não podem ser ditas na frente de senhoras. Mas continuo aguardando a resposta. Um link já seria um começo.

João Paulo Rodrigues disse...

"existe também a questão simplesmente humana, de que ficar o dia inteiro sem fazer nada não costuma ser mentalmente saudável"
Ué, então é para a gente achar que o blog, até o autor adotar uma situação de empregabilidade, era fruto de uma mente doente?

João Paulo Rodrigues disse...

"Quando o Jarbas Vasconcelos chega no seu restaurante predileto e não encontra o garçom que ele gosta e ouve dizer que família dele está recebendo BF, isto não é uma amostra aleatória confiável para testificar que o BF está provocando substituição de trabalho".
Se o garçom era gente fina, deu uma cuspidinha no prato do nobre senador pernambucano.

F. Arranhaponte disse...

É só questão de tempo, Marton. As senhoras podem ouvir o que eu tenho a dizer sem risco de corar

Blog do Adolfo disse...

Excelente post. Para alguns intelectuais trabalhar é crime.

Adolfo

Chesterton disse...

F. Arranhaponte disse...

O Chesterton acha que 100/120 reais por mês (vamos parar de pegar o pagamento máximo como parâmetro para a discussão; a média do benefício é bem menos do que 180)para uma família com média de 4 pessoas "premia" a incompetência e a falta de produtividade de cidadãos que tiveram oportunidades educacionais (para falar apenas nessas) 559 vezes piores que a dele.

chest- é o suficiente para muito pai de familia largar o batente para virar as tardes no bolicho. É suficiente para meninas engravidarem para "formar" um núcleo apto a receber o beneficio. Os problemasd das pessoas carentes se resolve com trabalho (nem estou falando de emprego com carteira assinada), não com esmola.

Nestas horas eu entendo (mesmo não concordando) com os 84% de popularidade do Lula.

chest- Lula é prova inconteste da degeneração moral do eleitorado brasileiro. Time to pack.

Chesterton disse...

Antes era:
Dê a um homem um peixe e o alimentará por um dia, ensine-o a pescar e o alimentará por toda a vida.

Agora é:
Dê a um homem um peixe e ele vai pedir batatas fritas e molho tártaro (*), vai querer ser alimentado por toda a vida e ainda insistir que é seu direito básico enquanto cidadão, e dê logo esse peixe seu burguês maldito se não quer que esta vara de pesca seja enfiada você sabe onde.

(*) Parafraseando Thomas Sowell
Postado por Mr X

Chesterton disse...

Marton, te respondi lá no Mr X

https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8925130746982105623&postID=3476353783273183467&page=1

nelson disse...

para mim, o negócio é mais simples: quando eu, depois de trabalhar como um burguês-elitizado-privilegiado-assalariado-branquelo-fdp, consigo pagar minhas contas, impostos, dívidas monetárias e sociais e sobra uma merreca para o chope, eu sou a favor do bolsa família. quando, como é o caso atualmente, estou atolado até o talo no cheque especial, eu sou contra.

[]'s

F. Arranhaponte disse...

Olhaí, Marton, vc ganhou um aliado de peso

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac335703,0.htm

Fabio Marton disse...

Ele tinha dito isso antes de eu escrever esse texto, veja lá nos seus comentários que eu linquei alguma coisa.

 
--Google Analytics